Penso que a liberdade humana só se efetiva na natureza e na vida sociável no sentido de que as pessoas se reconhecem uma ás outras mutuamente, como seres, e não como coisas, livres e iguais (cada um é para se o que é para o outro). Ser homem significa, portanto, ser livre e ser livre é não ser um ser isolado, e sim, construir um mundo onde a liberdade possa se efetivar, onde todos são vistos como um fim em sim mesmo (identidade)e que nas suas diferenças não destroem a igualdade básica.
A liberdade humana acontece quando existe um paralelo entre as liberdades de um para outro. É na comunhão de liberdade e igualdade que haverá uma subjetividade do ser. Portanto liberdade humana, pautada nos direitos universais do ser livre, é aquela que existe uma relação de ser humano para ser humano.
Alcança-se a liberdade quando se consegue estabelecer uma relação de equidade entre o subjetivo e o intersubjetivo (ou interior e exterior), como foi explicado tão bem pela Solange no seminário.
A liberdade é um processo de construção no ser humano, e da mesma forma que o ele é capaz de se distanciar das suas próprias representações e desejos à medida que pergunta se elas são verdadeiras e se são moralmente corretos, o ser humano pode perguntar pelos critérios que devem orientar sua vida prática. A razão é o fundamento de validade das nossas normas de ação e por isso possui caráter universal, além de uma função primordial no alcance da liberdade.
Se formos nos basear na concepção do Manfredo diríamos que sim, a liberdade humana só é liberdade quando está submetida a duas instancia, ao mundo natural e ao mundo social, pois é quando se faz essa associação, natural e vida comum, que se encontra a verdadeira liberdade humana. A liberdade se dá nas construções históricas e relacionais de cada ser. Mais como fica a questão da liberdade como sendo um direito de todo se humano, um direito inviolável e assegurado de todos os seres humanos; a liberdade é independente da jurisdição própria da lei humana?
A liberdade, em Manfredo, constitui o estatuto ontológico fundamental do sujeito. Em outras palavras, é condição primordial da existência. Negar a liberdade humana significa retirar de alguém o direito de ser Humano - de existir enquanto tal. A partir dessa perspectiva, cada homem, enquanto livre, é também responsável. Assim como possui direitos inalienáveis, deve reconhecer no outro o direito aos mesmos, respeitando-os. Liberdade e responsabilidade constituem, portanto, o homem enquanto ser social.
A liberdade não é algo arbitrário da vontade, do ponto de vista do indivíduo isolado em si mesmo. O ser humano é igualmente um ser que se relaciona com o outro, um ser de um mundo já feito e ao mesmo tempo um mundo em construção. Assim, não há liberdade sem processo de libertação. A liberdade humana só é liberdade efetiva enquanto liberdade no mundo da natureza e da sociabilidade, ou seja, quando ela se faz fundamento que alicerça a relação com a natureza e a vida comum dos sujeitos entre si.
O conceito basilar que constrói e possibilita qualquer possibilidade de se debater a respeito dos direitos humanos é a Liberdade. Tal conceito, porém, não deve ser pensado como ausência absoluta de coerção,ou seja,como um ato arbitrário e livre da vontade, mas como algo que possibilite o sujeito se constituir a partir da relação com o outro. Nessa relação deve-se respeitar as particularidades de cada indivíduo, uma vez que é necessário que eu reconheça o espaço do outro. Para Manfredo a liberdade só é possível no mundo da sociabilidade. Os autores que debatem a respeito dos direitos humanos acreditam que a própria que a própria ideia de justiça está relacionada como o exercício ou não da liberdade dos indivíduos em uma determinado Estado. A liberdade, nesse sentido, poderia ser compreendida com um direito de todo e qualquer ser humano, independentemente da própria jurisdição, uma vez que sem ele o indivíduo na se tornaria um sujeito autônomo no mundo.
Se eu sou um ser livre, o homem é aquilo que ele encontra fora de si, quando falamos do homem livre estamos sendo redundantes, pois a liberdade não é um adjetivo, ser homem é ser livre. A liberdade é um fator existencial. Kant fala da liberdade como o agir que escapa do determinismo, do casual. É no público que advém a justiça,a liberdade, os direitos e o Estado que defende isso. Quanto a democracia, somente com a participação dos cidadãos no espaço público é que se pode have-la, o processo circular de liberdade humana se dá a partir do ser finito que escolhe, na esfera pública me distingo assim dos outros seres finitos. É na indeterminação da sua liberdade que ele traz o mundo para si. A consciência do homem é que valida o mundano, o mundo a sua volta, seus desejos e representações.
Ser homem é ser livre, construindo um mundo onde a liberdade possa se efetivar, todos como um fim em si mesmo (identidade). O ser não é apenas determinado biologicamente, ele é capaz de transcender para além do imediato e de se distanciar de tudo. A razão é o fundamento de validade das nossas normas de ação e que, por isso, se pretende universal. Como o ser humano é capaz de se distanciar de suas próprias representações e desejos, à medida que pergunta se elas são verdadeiras e se eles são moralmente corretos, significa que o ser humano pode perguntar pelos critérios que devem orientar sua vida.
AVELAR A liberdade deve se establecer na relação do homem com a natureza e com o seu semelhante, onde ele possa realizar seu potencial de desenvolvimento e satisfazer suas necessidades e capacidades sem que esse exercício de liberdade traga prejuízos nem a um nem a outro.Essa liberdade deve ser exercida dentro de limites, e dentro da peerspectiva da coletividade ela só será efetiva através da superação das relações sociais geradoras da exploração,dominação e da alienação.
Como foi demonstrado no texto e discutido em sala de aula, vimos que liberdade efetivada, se constitui a partir da história, mundificada, exteriorizada em instituições que regulam as relações constitutivas do ser humano, e que estes mesmos seres se revelam como mediações históricas indispensáveis no processo de sua conquista. Deste modo, as configurações da liberdade têm que ser buscadas criativamente nas diferentes situações históricas, pois a liberdade só existe por meio das obras do mundo, através de suas produções.
Segundo Manfredo há uma relação entre o seres-no-mundo com a natureza e com os outros seres humanos, por isso, se pode afirmar que a liberdade individual e a liberdade relacional estão embrincadas. A consequência deste entrelaçamento é que a liberdade humana só é efetiva enquanto liberdade no mundo da natureza e da sociabilidade. O autor apresenta a liberdade a principio como “transcendência, autonomia do eu sobre toda facticidade”; depois a liberdade é escolha, posicionamento diante do múltiplo, e só se efetiva por meio da sua exteriorização no mundo quando se autoconfigura efetivamente tanto na natureza quanto na sociedade, enquanto expressão do que não admite condição, que pergunta ao mundo, é síntese da subjetividade e objetividade, do exterior e interior. Sob estas condições constrói-se uma liberdade efetiva do ser como o ser-com-a-alteridade, constrói-se comunhões. A interioridade e a exterioridade pura só constrói a liberdade como síntese do exterior e interior. A liberdade, levando em conta só a interioridade, não é liberdade. A liberdade se efetiva enquanto síntese dos opostos: universalidade, particularidade; pensamento, ação. O homem entra em contato com a as instituições: aprendizagem e a cultura, através das relações sociopolíticas que ocorrem no mundo. Essas relações são ativadas quando os sujeitos efetivam em sua vida no universal. Nessas relações se estabelece o respeito mútuo, a igualdade e a mediação que se funda entre o eu e o outro. O homem é livre quando abandona o isolamento e constitui-se um mundo que é efetivador da liberdade em que cada um existe para si e para o outro. A subjetividade se estabelece pelo encontro com outra subjetividade, o que é possível uma vez que “cada um é presença autopresente do incondicionado, que é o espaço de comunhão das subjetividades”. A conquista da subjetividade só se concretiza na igualdade de direitos que esta se radica na liberdade que constitui o subjetivo do homem.
Raffaela de M. C. Cerqueira
ResponderExcluirPenso que a liberdade humana só se efetiva na natureza e na vida sociável no sentido de que as pessoas se reconhecem uma ás outras mutuamente, como seres, e não como coisas, livres e iguais (cada um é para se o que é para o outro). Ser homem significa, portanto, ser livre e ser livre é não ser um ser isolado, e sim, construir um mundo onde a liberdade possa se efetivar, onde todos são vistos como um fim em sim mesmo (identidade)e que nas suas diferenças não destroem a igualdade básica.
A liberdade humana acontece quando existe um paralelo entre as liberdades de um para outro. É na comunhão de liberdade e igualdade que haverá uma subjetividade do ser. Portanto liberdade humana, pautada nos direitos universais do ser livre, é aquela que existe uma relação de ser humano para ser humano.
ResponderExcluirAlcança-se a liberdade quando se consegue estabelecer uma relação de equidade entre o subjetivo e o intersubjetivo (ou interior e exterior), como foi explicado tão bem pela Solange no seminário.
ResponderExcluirA liberdade é um processo de construção no ser humano, e da mesma forma que o ele é capaz de se distanciar das suas próprias representações e desejos à medida que pergunta se elas são verdadeiras e se são moralmente corretos, o ser humano pode perguntar pelos critérios que devem orientar sua vida prática. A razão é o fundamento de validade das nossas normas de ação e por isso possui caráter universal, além de uma função primordial no alcance da liberdade.
Se formos nos basear na concepção do Manfredo diríamos que sim, a liberdade humana só é liberdade quando está submetida a duas instancia, ao mundo natural e ao mundo social, pois é quando se faz essa associação, natural e vida comum, que se encontra a verdadeira liberdade humana. A liberdade se dá nas construções históricas e relacionais de cada ser.
ResponderExcluirMais como fica a questão da liberdade como sendo um direito de todo se humano, um direito inviolável e assegurado de todos os seres humanos; a liberdade é independente da jurisdição própria da lei humana?
A liberdade, em Manfredo, constitui o estatuto ontológico fundamental do sujeito. Em outras palavras, é condição primordial da existência. Negar a liberdade humana significa retirar de alguém o direito de ser Humano - de existir enquanto tal. A partir dessa perspectiva, cada homem, enquanto livre, é também responsável. Assim como possui direitos inalienáveis, deve reconhecer no outro o direito aos mesmos, respeitando-os. Liberdade e responsabilidade constituem, portanto, o homem enquanto ser social.
ResponderExcluirA liberdade não é algo arbitrário da vontade, do ponto de vista do indivíduo isolado em si mesmo. O ser humano é igualmente um ser que se relaciona com o outro, um ser de um mundo já feito e ao mesmo tempo um mundo em construção. Assim, não há liberdade sem processo de libertação. A liberdade humana só é liberdade efetiva enquanto liberdade no mundo da natureza e da sociabilidade, ou seja, quando ela se faz fundamento que alicerça a relação com a natureza e a vida comum dos sujeitos entre si.
ResponderExcluirALUNO: JOSÉ LUIS DE BARROS GUIMARÃES
ResponderExcluirO conceito basilar que constrói e possibilita qualquer possibilidade de se debater a respeito dos direitos humanos é a Liberdade. Tal conceito, porém, não deve ser pensado como ausência absoluta de coerção,ou seja,como um ato arbitrário e livre da vontade, mas como algo que possibilite o sujeito se constituir a partir da relação com o outro. Nessa relação deve-se respeitar as particularidades de cada indivíduo, uma vez que é necessário que eu reconheça o espaço do outro. Para Manfredo a liberdade só é possível no mundo da sociabilidade. Os autores que debatem a respeito dos direitos humanos acreditam que a própria que a própria ideia de justiça está relacionada como o exercício ou não da liberdade dos indivíduos em uma determinado Estado. A liberdade, nesse sentido, poderia ser compreendida com um direito de todo e qualquer ser humano, independentemente da própria jurisdição, uma vez que sem ele o indivíduo na se tornaria um sujeito autônomo no mundo.
Se eu sou um ser livre, o homem é aquilo que ele encontra fora de si, quando falamos do homem livre estamos sendo redundantes, pois a liberdade não é um adjetivo, ser homem é ser livre. A liberdade é um fator existencial. Kant fala da liberdade como o agir que escapa do determinismo, do casual.
ResponderExcluirÉ no público que advém a justiça,a liberdade, os direitos e o Estado que defende isso. Quanto a democracia, somente com a participação dos cidadãos no espaço público é que se pode have-la, o processo circular de liberdade humana se dá a partir do ser finito que escolhe, na esfera pública me distingo assim dos outros seres finitos. É na indeterminação da sua liberdade que ele traz o mundo para si. A consciência do homem é que valida o mundano, o mundo a sua volta, seus desejos e representações.
Ser homem é ser livre, construindo um mundo onde a liberdade possa se efetivar, todos como um fim em si mesmo (identidade). O ser não é apenas determinado biologicamente, ele é capaz de transcender para além do imediato e de se distanciar de tudo. A razão é o fundamento de validade das nossas normas de ação e que, por isso, se pretende universal. Como o ser humano é capaz de se distanciar de suas próprias representações e desejos, à medida que pergunta se elas são verdadeiras e se eles são moralmente corretos, significa que o ser humano pode perguntar pelos critérios que devem orientar sua vida.
ResponderExcluirAVELAR
ResponderExcluirA liberdade deve se establecer na relação do homem com a natureza e com o seu semelhante, onde ele possa realizar seu potencial de desenvolvimento e satisfazer suas necessidades e capacidades sem que esse exercício de liberdade traga prejuízos nem a um nem a outro.Essa liberdade deve ser exercida dentro de limites, e dentro da peerspectiva da coletividade ela só será efetiva através da superação das relações sociais geradoras da exploração,dominação e da alienação.
Aluna: Maria Gomes Fernandes
ResponderExcluirComo foi demonstrado no texto e discutido em sala de aula, vimos que liberdade efetivada, se constitui a partir da história, mundificada, exteriorizada em instituições que regulam as relações constitutivas do ser humano, e que estes mesmos seres se revelam como mediações históricas indispensáveis no processo de sua conquista. Deste modo, as configurações da liberdade têm que ser buscadas criativamente nas diferentes situações históricas, pois a liberdade só existe por meio das obras do mundo, através de suas produções.
Segundo Manfredo há uma relação entre o seres-no-mundo com a natureza e com os outros seres humanos, por isso, se pode afirmar que a liberdade individual e a liberdade relacional estão embrincadas. A consequência deste entrelaçamento é que a liberdade humana só é efetiva enquanto liberdade no mundo da natureza e da sociabilidade. O autor apresenta a liberdade a principio como “transcendência, autonomia do eu sobre toda facticidade”; depois a liberdade é escolha, posicionamento diante do múltiplo, e só se efetiva por meio da sua exteriorização no mundo quando se autoconfigura efetivamente tanto na natureza quanto na sociedade, enquanto expressão do que não admite condição, que pergunta ao mundo, é síntese da subjetividade e objetividade, do exterior e interior. Sob estas condições constrói-se uma liberdade efetiva do ser como o ser-com-a-alteridade, constrói-se comunhões. A interioridade e a exterioridade pura só constrói a liberdade como síntese do exterior e interior. A liberdade, levando em conta só a interioridade, não é liberdade. A liberdade se efetiva enquanto síntese dos opostos: universalidade, particularidade; pensamento, ação. O homem entra em contato com a as instituições: aprendizagem e a cultura, através das relações sociopolíticas que ocorrem no mundo. Essas relações são ativadas quando os sujeitos efetivam em sua vida no universal. Nessas relações se estabelece o respeito mútuo, a igualdade e a mediação que se funda entre o eu e o outro. O homem é livre quando abandona o isolamento e constitui-se um mundo que é efetivador da liberdade em que cada um existe para si e para o outro. A subjetividade se estabelece pelo encontro com outra subjetividade, o que é possível uma vez que “cada um é presença autopresente do incondicionado, que é o espaço de comunhão das subjetividades”. A conquista da subjetividade só se concretiza na igualdade de direitos que esta se radica na liberdade que constitui o subjetivo do homem.
ResponderExcluir